Para Marx Beltrão, nova CPMF não pode representar aumento da carga tributária

Pesquisa feita pelo jornal Estado de S. Paulo revelou nesta quarta-feira (21) que metade dos líderes da Câmara dos Deputados rejeita a criação de uma nova CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira), espécie de novo tributo sobre meios de pagamento. Segundo o Estado, a proposta não agrada 15 dos 30 líderes de partidos, incluindo os partidos do chamado Centrão (bloco independente do governo). Ao todo, esses líderes representam 65% da Câmara.

Apenas dois líderes, Delegado Waldir (PSL-GO) e Daniel Almeida (PCdoB-BA), se mostraram a favor. Outros dois disseram estar indecisos e 11 não quiseram responder à reportagem. E o coordenador da bancada alagoana no Congresso Nacional, deputado federal Marx Beltrão, foi um dos que se posicionou com prudência com relação a uma nova CPMF. Para Marx, o assunto precisa ser debatido com o máximo de cautela pelos parlamentares.

“Não podemos aceitar um novo tributo, um aumento na carga tributária. Isto é inaceitável mesmo. Uma nova CPMF precisa ser apresentada com muito diálogo e com a premissa de não representar aumento da carga tributária. O Brasil não precisa de mais um imposto. Vamos na Câmara realizar este debate. Entendo as razões do governo, mas o que precisa ficar claro é que o contribuinte não acabará pagando mais impostos. Já temos impostos demais no Brasil” afirmou Marx Beltrão.

A ideia de criar uma nova CPMF é do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. A nova contribuição compensaria a perda na arrecadação do governo com a redução da cobrança previdenciária sobre a folha salarial das empresas. A proposta é que o novo tributo sobre pagamentos seja cobrado não apenas sobre movimentações financeiras – como acontecia com a CPMF – mas sobre todo o fluxo de pagamento, incidindo sobre entrada e saída de dinheiro da conta, incluindo todos débitos e créditos.

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